
27/05/2014
As energias solar e eólica têm se tornado cada vez mais competitivas no mercado global e podem representar uma alternativa de segurança energética, diante dos riscos das mudanças climáticas. A avaliação é do secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, que, em recente audiência no Senado Federal, defendeu a importância de o Brasil aproveitar o seu potencial nessas áreas.
"O grande marco para os próximos 20 e 30 anos é a solar fotovoltaica e o Brasil, sendo um dos cinco países com maior potencial, precisa aproveitar", ressaltou o pesquisador, ao destacar que muitos países, como a Alemanha, a Espanha e os Estados Unidos, têm lançado mão de subsídios para ampliar essa utilização. "O preço da energia está caindo muito, principalmente a solar fotovoltaica, em locais com maior incidência de radiação solar. Hoje ela ainda é relativamente mais cara em relação a outras formas, mas vai se tornar competitiva em muito pouco tempo", prevê.
Nobre citou conclusões do relatório especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), em que os especialistas sustentam a possibilidade de 80% do suprimento de energia do mundo ter como fonte os renováveis até 2050.
Nesse sentido, o climatologista considera o Brasil privilegiado por manter uma matriz majoritariamente renovável (entre 75 e 80%) e pelo fato de o país apresentar o segundo maior potencial em energia eólica do mundo, ficando apenas atrás dos Estados Unidos. "Com o tempo, o maior uso e barateamento todos os cenários da entrada de mais energia elétrica, a partir de solar e eólica, sinalizam que, até 2050, essas serão as principais formas de energia elétrica no mundo", destaca.
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