
27/05/2014
Levantamento coordenado pelo governo identificou a existência de 1.051 espécies animais ameaçadas de extinção, em diferentes graus, entre as 7.647 espécies avaliadas por um grupo de 929 especialistas nacionais e estrangeiros.
Esse estudo, chamado Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, abarca o período entre 2010 e 2014, atualizando um levantamento anterior, feito em 2002. A avaliação de 2002 analisou 1.400 espécies, classificando 627 animais como ameaçados.
Desde a lista anterior, 77 espécies deixaram a classificação de ameaçado –entre eles, a baleia jubarte, o peixe grama e duas espécies de macaco uacari (que só existem na Amazônia), segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que conduziu o levantamento.
Ainda em relação ao estudo anterior, 501 espécies entraram na lista dos animais ameaçados, 121 se mantiveram na lista mas pioraram o grau de ameaça (a exemplo do tatu-bola, o "fuleco" da Copa do Mundo) e 126 melhoraram o grau de ameaça (caso da arara-azul-de-lear).
Sem alteração nos últimos anos, segundo o instituto, a lista contempla 11 animais extintos, como a ararinha-azul, alvo de uma proposta de ser recolocada na natureza brasileira, a partir dos 80 animais ainda existentes no mundo.
Na avaliação do ICMBio, a comparação com a lista anterior é positiva, pois proporcionalmente há menos animais sob ameaça.
Esse levantamento científico servirá de base para a lista oficial dos animais em ameaça, a ser publicada pelo Ministério do Meio Ambiente provavelmente no segundo semestre do ano. É essa lista que determina proibições e restrições de uso e caça. Para a baleia jubarte, no entanto, a restrição de caça continua, pois há outras normas que proíbem a busca da baleia.
Leia a matéria completa na Folha de S. Paulo
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