
05/06/2014
Em 2009, a poluição que atingia a Baía de Guanabara e as lagoas da Barra e Jacarepaguá há décadas parecia ter solução. Naquele ano, ao se candidatar como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro prometia investir mais de R$ 8,8 bilhões (valores atualizados) para coletar e tratar 80% do esgoto despejado nesses cursos d’água. Mas a pouco mais de dois anos do evento, a cidade não tem a menor chance de ganhar medalhas no quesito ambiental, como mostram as fotos feitas pelo GLOBO em sobrevoo na semana passada com o biólogo Mário Moscatelli.
Divulgado pelos governos este mês, o Plano de Políticas Públicas do legado — que consolida os investimentos em infraestrutura dos Jogos — prevê agora que seja aplicado apenas um total de R$ 1,3 bilhão em obras de drenagem e saneamento (14,7% do previsto) na Baía de Guanabara e na região da Barra e Jacarepaguá. No entanto, muita coisa ainda não começou. É o caso do plano de drenagem e dragagem das lagoas da Barra (R$ 563 milhões), cujo prazo para ser concluído é de 30 meses. Ou seja, se as intervenções tivessem início hoje, só acabariam em outubro de 2016 — dois meses após as Olimpíadas.
Da lista oficial de propostas, está de fora, por exemplo, a implantação de Unidades de Tratamento de Rios (UTRs), para filtrar a água e reduzir a carga de poluentes que chegam à Baía de Guanabara e às lagoas da Barra, Jacarepaguá e Camorim.
Saiba mais em O Globo
Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo
08/10/2026
Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores
08/10/2026
País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef
08/10/2026
Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais
08/10/2026
A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?
08/10/2026
Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia
08/10/2026
