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Pesquisadores de Belo Horizonte reúnem-se para transformar resíduos urbanos em fonte limpa de energia

17/06/2014

A cada dia mais populosas, as metrópoles brasileiras empilham moradores por meio do fenômeno da verticalização e têm se tornado cenário de inúmeros dilemas sociais. Em tal panorama, destacam-se a demanda por energia elétrica e a busca de soluções eficientes para o descarte de resíduos.
Tudo o que é produzido para consumo humano, de automóveis a garrafas pet, revela-se como provável resíduo futuro. A problemática já bate à porta das autoridades nacionais. A produção de lixo no País - que cresce em ritmo mais acelerado do que a população urbana - chega a mais de 61 milhões de toneladas por ano. O vasto território brasileiro também cobra muito da natureza para manter suas lâmpadas acesas. Dados do Banco Mundial indicam que, em 2013, o Brasil foi a sétima nação em consumo total de energia. Por aqui, mais de 80% da energia gerada vêm de usinas hidroelétricas.
No entanto, a questão pode ter encontrado solução prática nas mãos de pesquisadores mineiros. A proposta do projeto "Levantamento do potencial energético dos resíduos domiciliares e comerciais urbanos do município de Belo Horizonte" é o estudo do reaproveitamento de resíduos sólidos para geração de energia elétrica. Iniciada em 2009, a iniciativa é encabeçada pelo engenheiro civil e sanitarista Cláudio Jorge Cançado.
O pesquisador contou com a cooperação de equipe da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), que, desde janeiro de 2014 foi integrada ao Instituto de Geociências aplicadas (IGA), compondo o Instituto de Geoinformação e Tecnologia (IGTEC).
Os estudos encontraram no cenário socioambiental de Belo Horizonte as condições ideais para justificar suas finalidades. O aterro sanitário da capital, inaugurado em 17 de fevereiro de 1975, chegou ao limite de sua capacidade em dezembro de 2007, com cerca de 24 milhões de metros cúbicos de resíduos aterrados. O lixo hoje gerado na cidade destina-se ao aterro de Macaúbas, em Sabará. O fato demonstra que alternativas para a questão dos resíduos não é necessidade para um futuro longínquo. De acordo com Cláudio Cançado, o uso da tecnologia de tratamento térmico de resíduos por plasma apresenta significativa vantagem para geração de energia - em relação aos métodos de aterramento ou incineração -, visto o baixíssimo índice de emissão de gases de efeito estufa decorrentes do processo.

Leia a matéria completa no Jornal da Ciência

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