
24/06/2014
Quatro meses atrás, o vulcão Sinabung entrou em erupção na Indonésia, esvaziando as aldeias vizinhas, cobertas de cinzas. Cerca de 100 mil pessoas deixaram suas casas, mas a grande maioria voltou semanas depois. Esse é um retrato de como um desastre natural espanta uma população sem afugentá-la definitivamente. Agora, um estudo das universidades americanas de Princeton e Califórnia e do Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos Estados Unidos afirma que as mudanças climáticas, que ocorrem a longo prazo, provocam mais migrações do que as catástrofes isoladas.
Segundo os pesquisadores, a temperatura e o índice de chuvas são os principais motivadores para as migrações definitivas. Com o avanço dos eventos extremos nas próximas décadas, cada vez mais áreas vão se tornar inabitáveis, e o contingente dos chamados refugiados climáticos deve explodir.
No estudo, publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, os cientistas acompanharam por 15 anos o deslocamento de sete mil famílias da Indonésia. O país, que é o maior arquipélago do mundo, tem uma população de cerca de 250 milhões de pessoas. Aproximadamente 40% dependem da agricultura, e muitos vivem em áreas costeiras. São regiões altamente vulneráveis ao aumento do nível do mar e outros efeitos ligados às mudanças climáticas.
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