
01/07/2014
Nos arredores deste povoado perto da fronteira da Espanha com Portugal, dois guardas florestais estavam construindo um ninho para ajudar cegonhas-pretas, uma espécie ameaçada, a atrair parceiros. Outros alimentavam urubus com carcaças de frango. Cavalos e gado de raças antigas transplantadas para o local pastavam nas proximidades.
Cinco anos atrás, esta reserva era uma fazenda de gado. Suas lagoas estavam entupidas com dejetos animais e seus carvalhos estavam atrofiados, tendo sido podados por anos. Mas há sinais visíveis de mudança, desde arbustos que brotam por toda parte até a abundância de rãs na lagoa. "Hoje vemos muito mais vida aqui", comentou Diego Benito, administrador da reserva de 485 hectares, coberta de gramíneas.
A Reserva Biológica Campanários de Azaba está na vanguarda de um novo movimento de conservação que avança rapidamente na Europa, aproveitando terras agrícolas em desuso para recriar áreas silvestres. Os defensores da chamada "renaturalização" querem restaurar ecossistemas que não existem há 10 mil anos e falam em levar leões, rinocerontes e elefantes de volta à Europa.
A reserva Campanários trabalha com a fundação holandesa Taurus e com várias universidades para criar e então reintroduzir algo que se assemelhe muito ao auroque, espécie de gado bovino gigante extinto no século 17.
A ideia é encontrar variedades bovinas com características primitivas e empregar a criação seletiva e cruzada para desenvolver um animal que viva e paste como faziam os auroques.
A maioria das dezenas de projetos em curso na Europa tem um objetivo menos radical: reintroduzir animais de grande porte, não extintos, que vagavam por boa parte do continente -cavalos selvagens, bisões, veados-vermelhos e íbex- e deixar que eles sejam controlados por lobos, ursos e linces.
A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo
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