
03/07/2014
Apesar de ser a cidade com a maior malha cicloviária do país e uma das maiores da América Latina, com 371 quilômetros — entre ciclovias e ciclofaixas —, o Rio ainda carece de sinalização adequada para os ciclistas e integração entre as áreas. Essas foram as principais críticas feitas pela Associação Proteste, num estudo que abrange 12 capitais brasileiras. “Sentimos falta de indicações de destinos”, diz o estudo, publicado na edição deste mês da revista da entidade. “E as ciclovias construídas na Zona Oeste, principalmente as próximas ao BRT na Avenida das Américas, não possuem sinalização, têm péssimo acabamento, e a travessia de uma calçada para outra não é adequada. Também vimos postes no meio da via, interrompendo o tráfego de bicicletas”, afirma o texto.
Usuários das ciclovias têm ainda outras queixas. É o caso da funcionária pública Aline Moura, de 25 anos, por exemplo, que faz o percurso entre sua casa, em Santa Rosa (Niterói), e o trabalho, na Glória (Rio), de bicicleta — a travessia da Baía de Guanabara é feita de barca. Aline diz que economiza, diariamente, pelo menos 20 minutos nessa viagem, mas precisa enfrentar a falta de educação de motoristas, principalmente de ônibus, e de pilotos de motos — alguns invadem as ciclofaixas. Aline também questionou a qualidade das ciclovias:
— Eu tento ir pela ciclofaixa, na medida do possível, mas ela começa no meio do nada e termina em lugar nenhum. Não uso a ciclovia do Aterro por causa dos assaltos na região. Então sigo pela rua mesmo.
Já para o presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio (Fecierj), Claudio Santos, a maior carência é a falta de bicicletários e de interligação entre ciclovias.
Leia a matéria completa em O Globo
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