UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Com obras em ritmo lento, São Conrado ainda sofre com saneamento precário

29/07/2014

São Conrado é uma síntese da paisagem do Rio: o encontro da montanha com o mar, onde prédios de luxo e favela são vizinhos. Mas também revela outras facetas, como a falta de cuidado com as belezas naturais e a dificuldade de cumprir prazos. Faz seis anos que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) classifica a qualidade da água da Praia de São Conrado como “péssima” e, desde 2010, considera “má” a condição da Praia do Pepino. Mas as obras de saneamento apontadas como solução para melhorar esse quadro, prometidas para ser entregues este mês, seguem a passos vagarosos.
Quando anunciadas, com início previsto inicialmente para dezembro de 2012, eram 14 intervenções dentro do Programa Sena Limpa, da Secretaria estadual do Ambiente, com investimentos de R$ 30 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), como parte do compromisso olímpico do Rio. Estavam incluídas, entre outras ações, a reforma da estação elevatória de São Conrado, a construção de uma galeria de cintura para a captação de esgoto na orla e a substituição das tubulações que levam, pelo costão da Avenida Niemeyer, o esgoto de São Conrado para a estação elevatória do Leblon, com destino ao emissário de Ipanema. As principais obras começaram, efetivamente, no início do segundo semestre de 2013, com previsão de término neste mês. Pouco, no entanto, ficou pronto.
A obra que mais preocupa moradores da região é a troca das tubulações na Niemeyer, por causa das linhas atuais desgastadas, que, volta e meia, têm vazamentos que formam verdadeiras cachoeiras de dejetos no costão. A Associação de Moradores e Amigos de São Conrado (Amasco) afirma que essas intervenções estão paradas. Seriam 2.100 metros de tubulações de 50mm de diâmetro. Mas, até domingo, havia apenas dois pequenos trechos instalados, em cerca de 200 metros da subida da Niemeyer próximo à Praia de São Conrado. Equipes do GLOBO estiveram no local duas vezes, por volta das 11h de segunda-feira, dia 21, e na madrugada da última quinta-feira. E, em nenhum desses momentos, havia sinal de gente trabalhando.
Apesar disso, a Cedae, responsável por essas obras, garante que elas não estão paradas e seguem um curso normal, num “ritmo compatível com o grau de dificuldade de executar serviços em uma encosta íngreme”, de acordo com uma nota da companhia. A empresa afirmou que o transporte e a colocação dos tubos no costão ocorrem sempre à noite, após as 23h, com os operários dispensados no período diurno. E deu um novo prazo para término das obras: até dezembro deste ano.

Saiba mais no O Globo

Novidades

Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo

08/10/2026

Por alguns instantes, quem viu o animal ao vivo ou assistiu ao vídeo que relatava sua presença na Pr...

Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores

08/10/2026

Mais de 1.000 plantios para embelezar e refrescar a cidade. É o que os moradores de Jacareí podem es...

País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef

08/10/2026

Mais de 30 milhões de crianças estão expostas a dois ou mais riscos climáticos no Brasil, segundo an...

Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais

08/10/2026

Cerca de 75% das áreas das florestas tropicais do mundo enfrentaram pelo menos seis meses de seca e ...

A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?

08/10/2026

A leveza que torna o material eficiente na fábrica é a mesma que o faz perder valor na cooperativa. ...

Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia

08/10/2026

Em regiões rurais do Quênia, chegar a um hospital pode ser um desafio que começa muito antes de uma ...