
31/07/2014
Temidos, assustadores, azarados. Os dinossauros poderiam ter sobrevivido ao asteroide que os dizimou, caso este evento tivesse ocorrido milhões de anos mais cedo ou mais tarde. A tese controversa é de Steve Brusatte, professor da Escola de Geociências da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Em um estudo publicado nesta segunda-feira na revista “Biological Reviews”, ele reconstrói o cenário vivido pelos grandes répteis 66 milhões de anos atrás, no fim do Período Cretáceo. E afirma que os dinossauros foram vítimas de uma combinação mortal — as mudanças ambientais devastadoras e a baixa diversidade de herbívoros, que serviam como base da cadeia alimentar.
Há 160 milhões de anos na Terra, as mais de 10 mil espécies de dinossauros viviam uma situação sem precedentes. A erupção de vulcões como o Deccan Traps, onde hoje está a Índia, provocou chuva ácida, mudanças na temperatura global e chegou a ser considerada a maior causa da dizimação dos grandes répteis. O asteroide teria apenas matado os poucos sobreviventes.
As primeiras vítimas do caos ambiental foram os herbívoros. A queda na diversidade das espécies que se alimentavam de plantas prejudicou os carnívoros, seus predadores, que se tornaram mais vulneráveis às mudanças da biosfera. Para Brusatte, o impacto do asteroide não seria tão fatal se ocorresse milhões de anos antes, quando a Terra não passava por condições tão inóspitas, e havia mais presas para os grandes carnívoros.
Se chegasse ao planeta milhões de anos depois, o asteroide também não causaria o desaparecimentos dos dinossauros. Os ecossistemas já teriam se recuperado das mudanças climáticas e a cadeia alimentar já teria sido restabelecida.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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