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‘Colocamos a Terra sob uma pressão sem precedentes’, diz escritor americano

05/08/2014

Para Alan Weisman, falta de planejamento familiar e pouco incentivo à educação multiplicaram a população. Falta de planejamento familiar e pouco incentivo à educação multiplicaram a população, diz especialista. Autor do livro “Contagem regressiva”, lançado pela editora LeYa, o jornalista americano acredita que casais devem ter, no máximo, dois filhos, para que a população mundial seja reduzida e garanta a sustentabilidade do planeta.

- O senhor acredita que, se as famílias tivessem apenas um filho por algumas gerações, a população mundial cairia dos atuais 7 bilhões de habitantes para 1,6 bilhão, assim como era em 1900. Desta forma, garantiríamos o equilíbrio do ecossistema e evitaríamos uma extinção em massa. Como isso seria possível?
A solução são os anticoncepcionais. Com eles, vamos manter nossa taxa de substituição. Quando duas pessoas têm duas crianças, elas estão essencialmente se substituindo, e a população não cresce. Com qualquer número acima de dois, a população cresce; abaixo de dois, a população diminui. Atualmente, gastamos cerca de US$ 4 bilhões por ano em contraceptivos. Com US$ 8,1 bilhões, poderíamos oferecê-los para qualquer família do mundo que estivesse interessada. É uma solução barata para reduzir profundamente a pressão sobre o meio ambiente.

- Outro fator importante, segundo o senhor, é a educação feminina. Por quê?
É o método contraceptivo mais eficiente. As mulheres tendem a adiar a decisão de ter filhos quando estão estudando. E, depois, elas têm coisas úteis e interessantes para fazer. Mas isso é difícil se há sete filhos pendurados nela. No mundo, a grande maioria das mulheres com educação equivalente ao ensino médio tem, no máximo, duas crianças.

- Países devem adotar a política do filho único?
De jeito nenhum. Ninguém quer que o governo nos diga o que fazer em nosso quarto. A ideia de ser forçado a frear nosso instinto é repulsiva. No entanto, as pessoas deveriam saber que limitar o tamanho das famílias é uma medida pouco dispendiosa.

A entrevista completa pode ser lida neste link

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