UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Tecnologia pode criar carros elétricos movidos a maconha

14/08/2014

O crescente interesse pela cannabis está levando a novas descobertas que vão além do uso recreativo e dos já conhecidos tratamentos médicos. Pesquisadores da Universidade Clarkson, em Nova York, desenvolveram uma método capaz de transformar fibras da maconha em supercapacitores com performance energética superior ao grafeno, padrão máximo da indústria atual. Com a descoberta, é possível que, no futuro, a tecnologia seja aplicada a carros e outros dispositivos elétricos.
— As pessoas me perguntam: por que a maconha? Eu respondo, por que não? — disse à BBC David Mitlin, autor da pesquisa apresentada em encontro da Sociedade Americana da Química, em San Francisco. — Nós estamos fazendo materiais como o grafeno por apenas uma fração do preço. E estamos fazendo com os resíduos.
A técnica consiste em “cozinhar” as cascas do caule da cannabis até transformá-las em nanofibras de carbono. Segundo Mitlin, o cultivo da maconha utilizada no estudo é “perfeitamente legal”, pois é livre do Tetra-hidrocanabinol (THC), substância psicoativa da planta.
Em alguns países, incluindo China, Canadá e Reino Unido, a plantação de espécies da cannabis sem substâncias psicoativas é permitida e os derivados são utilizados em diversos setores industriais, como o têxtil, papel e alimentício. Mas a parte interna do caule das plantas acaba sendo descartado. Esses resíduos que foram utilizados pela equipe de pesquisadores.
Diferente das baterias, os supercapacitores possuem baixa capacidade de armazenamento em relação ao peso, mas podem ser carregados e descarregados rapidamente. Nos carros elétricos, por exemplo, a tecnologia é utilizada na captação da energia gerada durante a frenagem.
Atualmente, o material mais eficiente para a aplicação em supercapacitores é o grafeno, mas o custo de sua produção torna praticamente inviável o uso comercial. O grafeno é considerado um material milagroso, mais duro que o diamante, mais condutivo que o cobre e mais flexível que a borracha.
— Obviamente, a maconha não possui todas as características que o grafeno, mas para o armazenamento energético funciona da mesma forma e custa uma fração do preço, entre US$ 500 e US$ 1 mil a tonelada — disse Mitlin.

Fonte: O Globo

Novidades

Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo

08/10/2026

Por alguns instantes, quem viu o animal ao vivo ou assistiu ao vídeo que relatava sua presença na Pr...

Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores

08/10/2026

Mais de 1.000 plantios para embelezar e refrescar a cidade. É o que os moradores de Jacareí podem es...

País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef

08/10/2026

Mais de 30 milhões de crianças estão expostas a dois ou mais riscos climáticos no Brasil, segundo an...

Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais

08/10/2026

Cerca de 75% das áreas das florestas tropicais do mundo enfrentaram pelo menos seis meses de seca e ...

A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?

08/10/2026

A leveza que torna o material eficiente na fábrica é a mesma que o faz perder valor na cooperativa. ...

Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia

08/10/2026

Em regiões rurais do Quênia, chegar a um hospital pode ser um desafio que começa muito antes de uma ...