
04/09/2014
Quem vive às margens da Baía de Guanabara já não crê numa virada de jogo. É o caso do pescador Sérgio Santos, de 63 anos, que mora junto à Praia de Tubiacanga. Ele diz que não pode usar a rede oficial de esgoto. Conta que a casa dele é uma das cerca de 300 — dos mil imóveis da localidade — que estão num nível mais baixo que o da rede de saneamento implantada há dez anos. Com isso, alega o morador, cada vez que a descarga é acionada, os dejetos retornam. Ele fez, então, uma ligação clandestina na rede de águas pluviais, que acaba despejando toda a sujeira no mar.
O problema fica patente quando Sérgio joga no vaso sanitário uma boia daquelas usadas em redes de pesca. Sua mulher aciona a descarga e, menos de dois minutos depois, a peça é recolhida na praia.
Como o pescador diz não poder usar a rede da Cedae, ele não paga a conta. Com isso, já acumula uma dívida de R$ 2.558,98. A Cedae pôs o nome de Sérgio no SPC e no Serasa. Ele, por sua vez, entrou com uma ação judicial contra a companhia.
Fonte: O Globo
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