
16/10/2014
O fumo em famosas praças de Londres, como Trafalgar e Praça do Parlamento, pode estar com os dias contados. A indicação aparece num relatório encomendado pelo prefeito de Londres, Boris Johnson, que visa a combater as ameaças representadas pelo tabaco, álcool, obesidade, falta de exercício e poluição
Chamado "Melhor saúde para Londres" o estudo diz que 1,2 milhão de londrinos são fumantes, o que leva a 8.400 mortes prematuras a cada ano. Além disso, a cada dia, 67 estudantes começam a fumar. Seu autor, o cirurgião e ex-ministro da Saúde, Ara Darzi, disse que o projeto poderia muito bem ser aplicado a todas as cidades da Grã-Bretanha.
- O prefeito deveria usar seus poderes para tornar as praças Trafalgar e do Paralamento livres do fumo - disse Darzi em comunicado. - Seria uma mensagem poderosa ter o centro icônico de nossa cidade, no coração político do país, livre do fumo.
Londres tem 20 mil hectares de parques e espaços abertos, cobrindo 40% da cidade, superando qualquer outra capital do mundo. A Grã-Bretanha proibiu o fumo em espaços fechados de concentração pública, incluindo bares e restaurantes, em 2007. Desde então, é comum encontrar grupos de fumantes amontoados na parte exterior de edifícios em Londres.
Fumar já é proibido em parques em várias outras cidades do mundo, incluindo o Central Park, em Nova York. O ex-prefeito da cidade americana, Michael Bloomberg, classificou o plano de Londres como uma "grande conquista".
Por meio de um comunicado, ele disse: "respirar a fumaça do tabaco em ambientes fechados ou ao ar livre é prejudicial para a sua saúde. É por isso que deixamos o Central Park e todos os parques e praias de Nova York livres de fumo, junto com todos os locais de concentração pública fechados."
O prefeito de Londres ainda não aprovou as recomendações. Ele disse que se a proibição for considerada, é preciso ter uma clara evidência de seus benefícios diretos para a saúde coletiva.
A ideia, entretanto, já recebe críticas de grupos pró-fumantes.
"A proibição de fumar em parques e praças seria ultrajante" disse em comunicado Simon Clark, diretor da Forest, que faz campanha em nome dos fumantes. "Não há risco para a saúde de outra pessoa que não o fumante. Se você não gosta do cheiro, saia de perto."
Ele ironizou: "A próxima coisa a ser proibida será fumar em nossos próprios jardins no caso de o cheiro de fumaça extrapolar a cerca."
Fonte: O Globo
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