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Forte nevoeiro prejudica trabalho de combate ao incêndio no Parque da Serra dos Órgãos

16/10/2014

Um forte nevoeiro que está sobre a Região Serrana prejudicou o início dos trabalhos de combate ao incêndio que atinge o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, na manhã desta quinta-feira. O helicóptero que levou os brigadistas especializados no combate a fogo em montanha teve problemas para decolar. A aeronave só conseguiu decolar por antes das 10h.
Mais cedo, o chefe do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Leandro Goulart, informou que eles precisaram esperar a visibilidade melhorar para conseguir levantar voo:
- A cidade amanheceu com um nevoeiro forte e o helicóptero, que estava no quartel de Itaipava, não conseguiu decolar - disse.
Os brigadistas atuam em uma área de difícil acesso dentro do parque, no Morro do Mamute. Segundo a administração da unidade de conservação, as chamas já destruíram quase 600 hectares de mata protegida (área equivalente a quase 600 campos de futebol) desde segunda-feira, e agora estão concentradas no Morro do Mamute. Trinta brigadistas do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) esperam poder contar com o apoio de helicópteros nesta quinta-feira, já que as quatro aeronaves que chegaram a Petrópolis esta semana ainda não conseguiram sobrevoar a região devido a condições desfavoráveis do tempo.
- Neste momento o Morro do Mamute é o ponto que mais preocupa. Ali o fogo está fora de controle. Os focos estão indo na direção da pedra do Cubaio e já ameaçam a parte alta do parque e oferecem risco a travessia Petrópolis-Teresópolis. As equipes foram preparadas para o combate. Com o auxilio do helicóptero, 30 brigadistas do IBAMA e ICMBio serão lançados naquela área para começar o combate em campo - explica o secretário executivo do Parque, Luiz Felipe Pimentel.
O Morro do Mamute, área bastante conhecida por montanhistas, não é atingido por queimadas há 16 anos. A área é de difícil acesso, tem lajes de pedra e grande quantidade de bromélias, que causam risco durante os incêndios.

A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo

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