
23/10/2014
Quando o despertador toca, às 6h, começa a preparação para o trabalho-aventura de Larissa Cunha. Numa corrida contra o tempo, ela pula da cama, veste o primeiro maiô que avista no armário, verde com estampas, sem se preocupar se ele vai combinar com a bermuda de brim marrom que pegou na gaveta com os olhos meio fechados por causa do sono. Em seguida, faz um rápido checklist do material que separou na noite anterior para levar para o “escritório”: roupas extras, sanduíches, biscoitos, frutas, suco de maracujá guardado em garrafa de água mineral, régua, balança tipo dinamômetro, puçá, sacos plásticos com zip lock, luvas, canetinhas à prova d’água nas cores verde e azul, papel laminado, anilhas e, claro!, repelente e bloqueador solar.
Depois que tudo é, cirurgicamente, colocado em três bolsas, Larissa, apressada, toma uma vitamina para ficar alimentada, mas não “entupida”, com risco de passar mal em alto-mar, e, finalmente, transporta a carga pesada de uma só vez para o elevador, torcendo para descer direto até o térreo, já que ninguém mais caberia naquele estreito espaço em que ela ocupou quase por inteiro.
Larissa é bióloga e pesquisadora da UFRJ. E toda a preparação engloba a rotina do trabalho de monitoramento de aves que faz parte do projeto Ilhas do Rio, do Instituto Mar Adentro. O trabalho começou em 2011, com um registro de aves que ocupam o Arquipélago das Cagarras.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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