
21/10/2014
Genghis Khan sempre agradecia ao deus Tengri –o Eterno Céu Azul– por tê-lo ajudado a unificar o vasto Império Mongol no início do século 13.
Aparentemente, a ciência do século 21 está provando que ele tinha razão. Há pouco tempo, pesquisadores que estudam antigos anéis anuais em árvores acharam provas de que o Grande Khan chegou ao poder durante um período climático excepcionalmente ameno que durou 15 anos. Anos a fio de chuvas abundantes e temperaturas favoráveis -conhecidos como pluviais, o contrário de anos de seca- favoreceram a criação dos animais necessários para abastecer um exército.
Hoje em dia, a situação climática da Mongólia apresenta mudanças radicais. Segundo os dados obtidos em anéis anuais de árvores, uma seca de dez anos e uma onda de calor de 2000 a 2010 foram as mais severas enfrentadas pelo país em um milênio.
Na população atual da Mongólia há predominância de pastores, não de guerreiros. São quase 3 milhões de pessoas em um vasto trecho de deserto e em pastos ondulantes nas estepes. Cerca de um terço dos mongóis ainda cria animais de forma seminômade, como seus antepassados, e transfere sua casa -tradicionalmente uma tenda em forma de domo chamada ger- conforme as estações. Embora televisões e painéis solares sejam comuns, os pastores ainda contam com o conhecimento milenar para sobreviver no ambiente hostil, em que a temperatura pode cair a 26 graus centígrados abaixo de zero no inverno.
Leia a matéria completa na Folha de S. Paulo
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