
23/10/2014
O chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) de Petrópolis, Sérgio Bertoche, disse, nesta quarta-feira, que cerca de 1.500 hectares de mata destruídos por incêndios não poderão dar lugar a pastos, plantações ou qualquer tipo de construção. Segundo ele, a área, cujo tamanho equivale a 1.500 campos de futebol, será embargada para evitar que proprietários usem terrenos dentro da APA para outros fins. O fogo que atingiu a Região Serrana nas últimas duas semanas consumiu 5.500 hectares de florestas. Quase metade desse total fica na APA de Petrópolis.
— Vamos fazer o embargo para inibir a chamada conversão do solo, algo que costuma acontecer depois que matas são destruídas por incêndios. nestes casos. Nossa intenção é impedir o surgimento de pastagens para a criação de gado, plantações e empreendimentos imobiliários — explica Bertoche.
O mapeamento da área que será embargada teve início na última sexta-feira, antes mesmo do fim dos incêndios, que só acabaram três dias depois.
— Usamos um helicóptero para fotografar toda a área consumida pelo fogo. Vamos comparar as imagens com registros feitos antes do incêndio. Quando concluírmos essa etapa, fiscais notificarão proprietários de terrenos sobre o embargo. O importante é que a população saiba que temos uma boa metodologia de trabalho e um núcleo de processamento capacitado para a realização da pesquisa — informa Bertoche.
Análises preliminares feitas na APA de Petrópolis por biólogos indicam que nascentes de rios secaram devido ao fogo. A fauna da região também foi duramente afetada: muitos animais fugiram para áreas urbanas. Somente nesta quarta-feira, sete filhotes de gambás e uma pequena maritaca foram encontrados em jardins e quintais de casas próximas aos locais de incêndio. Em Araras, bombeiros recolheram três filhotes de gambás e um de ouriço.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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