
28/10/2014
A preocupação com a segurança alimentar e a sustentabilidade são crescentes, mas uma prática que une essas duas preocupações ainda é pouco conhecida no Brasil, a rastreabilidade dos alimentos, ou seja, saber de onde um produto vem e como ele foi produzido. A informação é importante para o consumidor verificar se o alimento está de acordo com sua dieta e preferências, se é orgânico, se foi submetido a que tipo de agrotóxico, se agrediu o ambiente ou gerou menos consumo de CO².
No Brasil a informação sobre a rastreabilidade dos alimentos não é obrigatória. Em pesquisa realizada pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) para medir o nível e a qualidade da rastreabilidade em seis redes de supermercados da cidade de São Paulo os itens orgânicos saíram na frente: 56,5% possuíam as informações, contra 28,71% dos convencionais. Foram analisados os dez alimentos in natura mais consumidos pelos brasileiros de acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE: laranja, banana, batata inglesa, ovos, maçã, tomate, mamão, alface, cheiro-verde e cebola. Os produtos embalados tiveram vantagem ainda maior sobre os vendidos a granel, foram 42,6% a 0,06%.
Dentre as empresas analisadas, apenas no supermercado DIA nenhum produto tinha rastreabilidade. Já a rede com mais itens rastreáveis foi o Carrefour. Em todos os produtos, o acesso às informações dependia de internet, por meio de um site específico ou por QR Code, um código para ser lido pela câmera do celular.
Na avaliação do Idec, a necessidade de internet diminui o potencial de alcance das informações, porque nem todos os consumidores possuem smartphone com a tecnologia, e mesmo os que têm, podem ter problemas de acesso na hora da compra. O instituto propõe que as informações sobre o produto fiquem disponíveis nas prateleiras e atinjam um número maior de itens.
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