
06/11/2014
A polêmica em torno da utilização da água do Rio Paraíba do Sul, principal manancial utilizado pela região metropolitana do Rio, para aumentar a segurança do abastecimento da região metropolitana de São Paulo pode estar perto de um fim. O diretor-presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), Vicente Andreu, disse nesta quarta-feira em São Paulo que a proposta é viável tecnicamente, embora ainda esteja sendo discutida por técnicos.
— Já fizemos várias reuniões técnicas para viabilizar a proposta do governador (Geraldo Alckmin), mas a transferência de água entre os reservatórios (Jaguari e Atibainha) precisa combinar a operação na bacia com a segurança hídrica na região metropolitana do Rio de Janeiro e no vale paraibano, que fica em São Paulo — disse Andreu.
Após visita a presidente Dilma Rousseff, o governador eleito do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quarta-feira que vai acatar decisão da Agência Nacional de Águas (ANA), caso o estudo técnico do órgão determine a transposição das águas do rio Paraíba do Sul para abastecer o sistema Cantareira. Pezão argumentou que, como o rio é federal, já que perpassa três estados (Rio, São Paulo e Minas Gerais), a decisão sobre suas águas é dos órgãos federais.
O governo de São Paulo pretende fazer a ligação entre duas represas que ficam dentro do estado e, hoje, já fazem parte do sistema Cantareira: a Atibainha, em Nazaré Paulista, e a Jaguari, em Joanópolis. O problema que os técnicos tentam resolver envolve estabelecer uma quantidade máxima de água que possa ser retirada do Rio Jaguari, que forma a represa de mesmo nome. Esse curso d’água é um dos afluentes do Rio Paraíba do Sul. Se ele ficar com menos água, pode interferir no volume do rio, que segue em direção a Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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