
11/11/2014
Amazônia? Não. Sudeste, Centro-Oeste e parte do Sul é que estão em chamas.
Ao final de um outubro seco, os Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro bateram recordes de queimadas para o mês.
Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, aliás, já ultrapassaram os totais anuais –faltando ainda dois meses para o fim de 2014– registrados desde 1998. São Paulo e Minas também deverão superar suas marcas históricas.
As 11.867 queimadas de Minas em 2014 se aproximam do recorde anual, 13.853, em 2007.
A prolongada estiagem na região, que resseca a vegetação, favorece a propagação do fogo. Muitos incêndios são acidentais, provocados por queima descuidada de resíduos vegetais e lixo.
Muitas queimadas, porém, são usadas para "limpar" pastos, preparar roças e facilitar a colheita manual da cana-de-açúcar. Outras, ainda, servem para abrir novas áreas para plantio ou preparar desmatamentos.
Minas Gerais é o caso mais sério. Até o último dia 31, o monitoramento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrara 4.735 focos de queima, 106% acima da média para outubro (2.299) e ultrapassando até o máximo para esse mês (4.424).
"Com mais dois meses para fechar o ano e a prolongada estiagem, novos recordes anuais poderão ser confirmados", estima Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento dos focos de queima no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
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