
25/11/2014
Quando madeireiros clandestinos entram na terra indígena Alto Rio Guamá, em geral não há ninguém por perto para flagrar a invasão. Se o sistema de alerta que os índios querem implementar der certo, porém, celulares farão o ruído das motosserras viajar dezenas de quilômetros e chegar até seus caciques.
Localizada no Pará entre duas rodovias estaduais, amplamente desmatada e invadida por madeireiros, grileiros e traficantes, a reserva foi o local escolhido por organizações que, em parceria com o governo paraense, implementarão o novo esquema de monitoramento.
O sistema consiste de uma rede de telefones celulares alimentados por energia solar. Escondidos nas copas das árvores, ficam programados para captar sons de caminhões ou motosserras e enviar alertas aos responsáveis por guardar a reserva.
O dispositivo feito com aparelhos doados e painéis fotovoltaicos baratos foi desenvolvido pelo engenheiro Topher White, da ONG Rainforest Connection.
Após obter sucesso num teste em uma reserva de 2 km2 na ilha de Sumatra (Indonésia), a ONG firmou acordos para levar a ideia a uma reserva ecológica nos Camarões, onde está agora trabalhando numa área de 100 km2, que espera cobrir usando menos de 40 celulares.
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