UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Ônibus movido a cocô humano transporta passageiros diariamente

27/11/2014

Com uma pintura criativa, um ônibus movido a fezes humanas e a restos de comida percorre diariamente a inocente linha entre o aeroporto de Bristol e Bath, uma cidade de 80.000 habitantes no sudoeste da Inglaterra.
Embora a imagem na lateral mostre calmos passageiros lendo jornal ou tricotando enquanto se sentam em vasos sanitários, o "combustível" não é recolhido ali.
Em uma estação de tratamento em Bristol, a empresa responsável pelas operações do ônibus coleta o esgoto urbano, separa os resíduos mais promissores e leva tudo para biodigestores.
São tanques onde se deposita o material. As bactérias fazem o trabalho de decomposição, liberando metano.
Tal gás, altamente inflamável, é um ótimo combustível, e é utilizado no ônibus.
Os 40 passageiros não precisam se preocupar, portanto, com o fornecimento de matéria-prima nem com o cheiro que isso poderia criar.
Um tanque tem autonomia de 300 km. Para enchê-lo, utiliza-se o equivalente a um ano de "resíduos" (incluindo nesta conta também os restos de comida descartados) de cerca de cinco pessoas.
Ao aproveitar o metano que poderia estar sendo liberado diretamente no ar, em substituição a combustíveis fósseis como o petróleo, o ônibus diminui a emissões de gases-estufa da Inglaterra.
Além disso, utilizar biodigestores é uma maneira ecológica de lidar com o lixo e com o esgoto.
Mohammed Saddiq,diretor-geral da GENeco, empresa que opera a linha, afirma que uma das características mais bacanas do ônibus é que ele é "abastecido pelas pessoas da região, inclusive muitas daquelas que estão dentro do ônibus". O ônibus transporta cerca de 10 mil passageiros por mês.
Outros projetos pelo mundo também transformam fezes, só que de animais, em algo mais útil e valioso. Nos EUA, um projeto que recebeu investimentos do Google e da Universidade Duke transforma o metano produzido por fezes de porcos em energia elétrica, que é fornecida a uma fazenda da Carolina do Norte. O objetivo é reduzir as emissões de carbono –e também o odor desagradável do excremento dos animais.

Fonte: Folha de S. Paulo

Novidades

Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo

08/10/2026

Por alguns instantes, quem viu o animal ao vivo ou assistiu ao vídeo que relatava sua presença na Pr...

Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores

08/10/2026

Mais de 1.000 plantios para embelezar e refrescar a cidade. É o que os moradores de Jacareí podem es...

País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef

08/10/2026

Mais de 30 milhões de crianças estão expostas a dois ou mais riscos climáticos no Brasil, segundo an...

Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais

08/10/2026

Cerca de 75% das áreas das florestas tropicais do mundo enfrentaram pelo menos seis meses de seca e ...

A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?

08/10/2026

A leveza que torna o material eficiente na fábrica é a mesma que o faz perder valor na cooperativa. ...

Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia

08/10/2026

Em regiões rurais do Quênia, chegar a um hospital pode ser um desafio que começa muito antes de uma ...