
02/12/2014
A 20ª conferência do clima da ONU, COP 20, começou dia 01/12 em Lima, no Peru, num ambiente que mescla otimismo e aflição. Apesar de um recente acordo entre China e EUA ter dado ao planeta a perspectiva de avançar na redução de emissões de gases do efeito estufa, promessas ainda estão aquém daquilo que a ciência diz ser necessário para evitar um aquecimento "perigoso" do planeta.
O principal objetivo do encontro na capital peruana é progredir nas negociações até um ponto que torne possível fechar um acordo na COP 21, marcada para dezembro de 2015, em Paris, quando chefes de estado se reunirão para discutir o problema.
A função do documento é estabelecer objetivos de mitigação do aquecimento global para o período pós-2020, quando se encerra a vigência do acordo de Copenhague.
Assinado em 2009, este outro texto fracassou na tentativa de impor metas de redução de emissões aos países. O formato do próximo acordo - com metas obrigatórias ou voluntárias, por exemplo - ainda não foi definido. O esboço que circula entre diplomatas deixa este e muitos outros pontos em aberto.
Após o fracasso de Copenhague, os 196 países da Convenção do Clima da ONU decidiram adotar outro processo, no qual cada nação deve dizer qual redução de emissões pretende oferecer para que a soma global atinja o corte necessário no CO2. EUA, China e União Europeia, já acenaram com promessas.
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