
11/12/2014
O órgão meteorológico da ONU advertiu, na última semana, que o ano de 2014 caminha para ser o mais quente da história desde o início das medições.
Nos dez primeiros meses do ano, a temperatura global média do ar foi 0,57ºC, acima da média de longo prazo.
Se essa tendência for registrada também nos dois últimos meses do ano, 2014 superará 1998, 2005 e 2010 (por uma pequena margem) como o ano mais quente.
O ano foi também de extremos: seca extrema e falta d´água em partes do Brasil; fortes chuvas e inundações inesperadas em outras partes do mundo.
Mas o que pode estar por trás de um ano tão quente e quais as implicações disso? Segundo a WMO (World Meteorological Organization), o cenário se deve sobretudo às temperaturas recordes registradas na superfície dos mares globais.
Em geral, anos excepcionalmente quentes costumam ser associados à influência temporária do fenômeno climático conhecido como El Niño –que ocorre quando temperaturas da superfície marítima acima da média no leste tropical do Pacífico se somam em um ciclo que se retroalimenta perpetuamente– a sistemas de pressão atmosférica. E isso pode afetar padrões climáticos.
O curioso, porém, é que as altas temperaturas de 2014 ocorreram mesmo na ausência de um El Niño no Oceano Pacífico. Durante o ano, as temperaturas da superfície dos mares globais subiram a níveis semelhantes ao que teriam com o fenômeno, sem que ele chegasse a se desenvolver plenamente.
A matéria na íntegra pode ser lida na Folha de S. Paulo
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