
09/12/2014
A biotecnologia, ou a aplicação de todas as ciências da vida para a melhoria da saúde, continua revolucionando nossa vida cotidiana. A cada quatro anos a esperança de vida no mundo ocidental aumenta em um ano, ao mesmo tempo que é consagrado ao setor da saúde, nos países ocidentais, entre 9 e 15% do produto nacional bruto.
O processo de valorização do conhecimento técnico-científico transformou o status da biodiversidade: passou de uma questão apenas de interesse ambiental para uma questão também econômica, com a mediação da etnobotânica, da etnofarmacologia, da fitoquímica e da farmacologia. Essas disciplinas estão envolvidas nas pesquisas de novas substâncias oriundas de plantas, inventariando e sistematizando informações a partir dos conhecimentos de diferentes povos e etnias, trabalhando no isolamento, purificação e caracterização de princípios ativos e nos efeitos farmacológicos de extratos e dos constituintes químicos isolados.
Há nesse sentido, alguns caminhos demonstrados por Albuquerque; Hanazaki (2006), para o estudo de plantas medicinais, destacando-se três tipos básicos de abordagem para a bioprospecção: randômica, quimiotaxonômica e etnodirigida. As investigações randômicas compreendem a coleta ao acaso de plantas para triagens fitoquímicas e farmacológicas. Este processo revela-se oneroso e muitas vezes infrutífero, além de poder levar anos para ser concluído.
O artigo completo pode ser lido no Jornal da Ciência
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