
11/12/2014
Enquanto as discussões da Conferência do Clima em Lima (COP 20) começam a se acalorar, uma ducha de água fria atingiu os delegados reunidos na capital peruana. O banho veio na forma de um novo relatório, divulgado pelas ONGs Germanwatch e Climate Action Network Europe e realizado por 300 especialistas, que concluiu: nenhum país elaborou políticas públicas satisfatórias contra as mudanças climáticas. O Brasil teve um desempenho particularmente vergonhoso. Caiu 14 posições, entre as 58 nações avaliadas, atingindo o “fundo do poço”, segundo o relatório. Em 2007, chegou a figurar entre os dez melhores.
Os países estudados pelo relatório anual, criado em 2005, são responsáveis por mais de 90% das emissões de CO2 do mundo. Assim como na edição anterior, as três primeiras posições ficaram em branco, um sinal de que nenhuma nação está cumprindo integralmente o seu papel para evitar que a temperatura global suba mais do que 2 graus Celsius — limite acima do qual, segundo estudos, poderia haver “consequências desastrosas”.
Dinamarca, Suécia e Reino Unido foram os países com maior nota. Austrália e Arábia Saudita terminaram na lanterninha. O Brasil ficou atrás de China e EUA — os maiores poluidores do planeta —, e de diversos emergentes, como México, Índia, África do Sul e Argentina.
“O desempenho do Brasil nos últimos anos parece ter atingido o fundo do poço, perdendo um total de 14 posições com a queda em quase todos os setores”, ressalta o relatório. No último documento, o país era o 35º entre os mais bem-sucedidos no desenvolvimento de políticas públicas contra as mudanças climáticas. Em 2011, o Brasil era o sétimo com maior rendimento em projetos voltados ao clima.
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