
08/01/2015
Em tempos de torneiras secas e escassez hídrica, o Rio dá um exemplo negativo em sustentabilidade. Entre os estados da federação, é o que mais gasta água por habitante, com consumo médio per capita de 244 litros diariamente. Mais do que o dobro das taxas de países europeus e reflexo, segundo especialistas ouvidos pelo GLOBO, do desperdício e da gestão precária da Cedae e de concessionárias privadas que operam no interior. O baixo número de residências dotadas de hidrômetro no estado (62,7%) — enquanto em São Paulo e Minas Gerais o patamar ultrapassa a faixa dos 90% — mostra essa falta de controle e contribui para o uso perdulário de um bem finito. Os dados são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades.
O cotidiano de desperdício contrasta com a maior estiagem já vista no Sudeste nos últimos 84 anos. Um boletim da Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que o volume médio dos quatro reservatórios do Rio Paraíba do Sul — que abastece Rio, São Paulo e Minas Gerais — estava em 1,8%. Há um ano, o patamar chegava a 47,8%. O reservatório de Funil, em Itatiaia, único que fica no Estado do Rio, também se aproxima do volume morto, com 5% de reservas hídricas.
Consultor em saneamento e especialista em gestão de serviços públicos, João Batista Peixoto afirma que o consumo de água fluminense supera qualquer parâmetro razoável.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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