
10/02/2015
Acompanhar diariamente a água que escorre sem parar de um chuveirinho, na orla da Barra da Tijuca, costuma ser o ponto negativo dos passeios de uma leitora do Jornal O Globo que, cansada de ver o desperdício, resolveu registrar o problema em fotos. Ela, que prefere não se identificar, diz que o equipamento não tem registro e, por isso, a farra não tem fim. Ao fazer as fotografias, ela queria ainda ter filmado o local, mas acabou sendo intimidada pelo dono da barraca que oferece o ‘mimo’ aos clientes.
— A água jorra direto, não tem nem registro. Em plena crise hídrica! — lamenta a mulher, que fez o flagrante próximo ao ponto de kitesurf, na altura da Avenida Olegário Maciel.
Procurada, a Cedae informou que o caso citado pela leitora será incluído na Operação Gato Bronzeado que a companhia fará para coibir as ligações clandestinas de água na rede. Uma equipe da empresa irá ao local verificar. Nas últimas vistorias feitas pelos técnicos, segundo a Cedae, a maior parte dos "gatos" na areia eram provenientes de água de poço, sem outorga do Inea.
Na segunda-feira, a Cedae deu início a uma megaoperação para identificar furtos de água em sistema de abastecimento.
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