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INEA investiga causas de mortandade de peixes na Baía de Guanabara

26/02/2015

Uma grande quantidade de peixes mortos mudou a paisagem do Canal do Fundão, na Baía de Guanabara, na tarde desta terça-feira. A mortandade das savelhas aconteceu um dia após o governador Luiz Fernando Pezão afirmar que o programa de despoluição da Baía de Guanabara já teve 49% de suas obras concluídas. A meta, segundo o compromisso com o Comitê Olímpico Internacional (COI), é chegar a 80% até os Jogos de 2016. Pezão disse, no entanto, que, caso o objetivo não seja alcançado, espera contar com a compreensão do COI. A baía receberá competições de vela durante os Jogos Olímpicos.
De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), foram recolhidas amostras da água para identificar o que causou a mortandade dos peixes, e o resultado da análise deve sair em uma semana. O órgão não soube especificar a quantidade de savelhas mortas, encontradas perto de uma ponte de acesso à Ilha. A Comlurb informou por nota que a limpeza só começará quando os peixes forem levados para terra pela maré.
Segundo Marcelo Szpilman, biólogo marinho especialista em peixes e diretor do Instituto Aqualung, é difícil que a mortandade de peixes na Baía de Guanabara ocorra pelos mesmos motivos que provocam o problema na Lagoa Rodrigues de Freitas, ou seja, falta de oxigênio.
— Pode ter havido vazamento de alguma substância tóxica na água. Ou então algum barco de pesca jogou fora esse cardume, depois de capturá-lo por rede de cerco, por um possível valor comercial baixo. Mas é preciso esperar o parecer do Inea. Sem um laudo, isso é apenas especulação — disse o especialista.
Em outubro do ano passado, também houve mortandade de peixes na Baía de Guanabara, junto à Ilha de Paquetá. Na época, o Inea divulgou que não havia qualquer substância prejudicial aos animais na água. Técnicos concluíram, então, que os peixes haviam sido descartados por pescadores, por serem sardinhas da boca torta, de baixo valor comercial. No mesmo período, também houve mortandade em praias da Ilha do Governador. Tanto lá como em Paquetá, a Comlurb recolheu na época 61 toneladas de peixes mortos.

Fonte: O Globo

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