
05/03/2015
Faltando menos de um ano e meio para os Jogos Olímpicos, dois importantes projetos ambientais para a melhoria das águas da Baía de Guanabara — um compromisso para sediar o evento esportivo — estão sem fôlego. Enquanto os dez barcos de coleta de lixo flutuante seguem com os motores desligados, por falta de pagamento do governo do estado, ecobarreiras instaladas na foz de rios retêm hoje apenas cerca de 150 toneladas de lixo por mês — em 2012, chegavam a 900 toneladas —, porque perderam o apoio de patrocinadores, que negam ter cortado os recursos. A situação preocupa num momento em que se discute a possibilidade do não cumprimento da meta de sanear 80% da Baía até o ano que vem, compromisso assumido pelo Rio com o Comitê Olímpico Internacional (COI) quando a cidade pleiteava ser escolhida sede dos Jogos. Em agosto, está previso o segundo evento-teste de vela na Baía de Guanabara — que abrigará as competições da modalidade em 2016.
O revés das ecobarreiras se agravou em janeiro, quando a principal patrocinadora, a Associação de Supermercados do Rio (Asserj), parou de financiar a coleta. A crise já vinha se desenhando, no entanto, nos últimos três anos. Em 2012, eram 112 catadores no programa; hoje são apenas 27.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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