UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Uerj expõe réplicas de cabeças de dinossauro

03/03/2015

Eles eram gigantes e habitaram o nosso planeta há mais de 200 milhões de anos. Mas, apesar de tanto tempo depois de sua extinção, os dinossauros continuam aguçando a curiosidade de muita gente, principalmente a das crianças. Pensando nisso, o geólogo Mauro Cesar Geraldes, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), está organizando a exposição “Cabeça Dinossauro”, prevista para o período de 2 a 15 de abril, no campus Maracanã da universidade (Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã). Na mostra, estarão expostas cerca de 20 réplicas de cabeças de dinossauros, de diferentes espécies. Entre elas, a da ossada de um saurópode, caracterizado por seu corpo enorme, com um pescoço muito comprido que terminava em uma pequena cabeça, de tamanho desproporcional ao corpo. Habitava toda a extensão central do Brasil, desde o Maranhão, no nordeste, até a porção mais austral da Patagônia argentina, há mais de 80 milhões de anos. Da mesma época, a réplica da ossada de um abelissauro, encontrado na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, também será exposta. O projeto recebeu subsídios da FAPERJ por meio do edital de Apoio à Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro.
Geraldes usou dois critérios para selecionar as réplicas para a mostra. Um deles foi a “feiura”. “Escolhi os mais feios porque são os que parecem mais ferozes e chamam mais a atenção do público. E também aqueles que habitavam regiões brasileiras”, explica. Para o pesquisador, o maior objetivo dessa exposição é a divulgação científica sobre os dinossauros no Brasil e na América do Sul. Para isso, foram criados ambientes que apresentam composição de espécies que, em sua maioria, viveram em um mesmo habitat do território brasileiro e foram contemporâneas.
“Hoje, a ideia que se tem é a de que os dinossauros eram comuns na América do Norte, Europa, África e até na Ásia, mas raros em nossas terras. Isso é um grande equívoco, pois a região do Crato, no nordeste do Brasil, Uberaba, no noroeste de Minas Gerais, e a província de Rio Negro, na Patagônia argentina, estão entre os maiores e mais representativos sítios fossilíferos do mundo”, diz Geraldes. Para comprovar a importância do território brasileiro no estudo dos dinossauros, ele lembra que o único exemplar praticamente intacto da espécie Tapuiasaurus macedoi, com 28 metros de comprimento encontrado no mundo foi achado na região nordeste de Minas Gerais e trazido a público em 2012.
Entre as atrações da exposição, estarão 20 réplicas de cabeças de diversas espécies de dinossauros, além da reconstituição das ossadas de corpo inteiro de um saurópode e de um abelissauro. Para que o público tenha acesso às informações e dados sobre cada dinossauro exposto, junto a cada réplica haverá painéis informando sobre o tempo geológico em que viveu, com descrições sobre o ambiente em que habitou. “Assim, os visitantes poderão ter uma ideia de como era o habitat de cada espécie. Todos estão convidados a conhecer de perto esses dinossauros brasileiros”, afirma Geraldes.
Todas as peças estão sendo esculpidas com resina especial para permitir que, além de resistentes, não fiquem tão pesadas. “Cada uma das réplicas de ossada pesará de 300 a 400 quilos, em contraponto com as muitas toneladas dos dinossauros originais”, diz o geólogo. "A reconstituição de cada um deles foi baseada em trabalhos de anatomia e osteometria para possibilitar que os escultores os criassem o mais próximo possível do que se conhece a respeito dos dinossauros", detalha.

Fonte: Faperj

Novidades

Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo

08/10/2026

Por alguns instantes, quem viu o animal ao vivo ou assistiu ao vídeo que relatava sua presença na Pr...

Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores

08/10/2026

Mais de 1.000 plantios para embelezar e refrescar a cidade. É o que os moradores de Jacareí podem es...

País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef

08/10/2026

Mais de 30 milhões de crianças estão expostas a dois ou mais riscos climáticos no Brasil, segundo an...

Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais

08/10/2026

Cerca de 75% das áreas das florestas tropicais do mundo enfrentaram pelo menos seis meses de seca e ...

A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?

08/10/2026

A leveza que torna o material eficiente na fábrica é a mesma que o faz perder valor na cooperativa. ...

Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia

08/10/2026

Em regiões rurais do Quênia, chegar a um hospital pode ser um desafio que começa muito antes de uma ...