
24/03/2015
Postos de saúde no Estado do Rio sofrem escassez de vacinas neste início do ano. As vacinas tetraviral (contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora), dupla adulta (contra difteria e tétano) e contra febre amarela estão com atrasos de meses. Já a prevenção para a tuberculose, a BCG, teve sua remessa de estoque reduzida à metade neste mês e o prazo para entrega foi adiado para o dia 20. Os casos mais drásticos ocorrem com as vacinas HIB, que protege contra meningites e doenças respiratórias, e VARH, defesa contra o rotavírus humano, que estão com seus estoques zerados. Porém, a realidade no estado não é isolada.
— Um dos grandes desafios é ter uma produção de vacinas suficiente para atender à demanda mundial, não só o Brasil. Temos poucos fabricantes no mundo. E você não faz vacina da noite para o dia. Uma vacina pode, por exemplo, demorar 15 meses desde a sua produção para ser distribuída — afirma Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
O Ministério da Saúde também afirma que a redução na oferta de vacinas está ligada à baixa produção das fábricas. O governo federal, atualmente, mantém acordos específicos com diversas produtoras para a elaboração dos diferentes tipos.
— Um problema antigo é a falta da vacina tetraviral. Ela está em falta há muito tempo. Felizmente hoje os critérios de qualidade são muito rigorosos. — afirma Isabella.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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