
26/03/2015
Em tempos de crise hídrica, tomar banho virou hábito regido por logística rigorosa na casa da programadora Helena Lacerda. Se pouco tempo atrás seus três filhos tomavam um banho à noite e outro ao acordar, agora, só entram embaixo do chuveiro uma vez por dia, antes de dormir. Além disso, os brinquedos que costumavam deixar o banho mais divertido foram retirados do box, para evitar que os pequenos se distraiam e demorem mais.
— Não adianta só ficar falando com eles para economizar água ou deixar que aprendam apenas na escola. Eles assimilam muito mais quando enxergam nossas atitudes — diz Helena, que reforçou estes hábitos ao acompanhar a repercussão da falta de água no país pela mídia.
Ela não está sozinha. Enquanto o estado do Rio atravessa a mais severa estiagem dos últimos 84 anos, uma pesquisa inédita feita pelo Laboratório de Pesquisa da UniCarioca mostra que, para 84% dos cariocas, racionamentos já podem ocorrer no ano que vem. Preocupados com isso, 31% disseram ter começado a economizar. Entretanto, cerca de 65% das pessoas ouvidas admitiram que tentam poupar, mas não conseguem manter a rotina. Entre elas, algumas começam e param (24%), outras não mantém o comportamento aprendido (24%). Ainda há um grupo que continua a gastar água sem se preocupar com o dia de amanhã (17%).
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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