
07/04/2015
Após o Instituto Rumo Náutico, da família Grael, se recusar a gerir a instalação de cinco novas ecobarreiras na Baía de Guanabara, o governo estadual anunciou que vai abrir uma licitação de R$ 31 milhões e ampliar o projeto para 15 estruturas de recolhimento de lixo flutuante. Mas, elas não ficarão prontas em agosto para o evento-teste das Olimpíadas, quando haverá provas de vela. A Secretaria do Ambiente informou que vai entrar com pedido de urgência junto ao Tribunal de Contas do Estado para acelerar o trâmite da concorrência.
O secretário do Ambiente, André Corrêa, disse que, antes da concorrência, só será possível, para os próximos quatro meses, restabelecer o funcionamento de estruturas antigas, cerca de quatro. Hoje há apenas três em funcionamento.
— Podemos, a curto prazo, colocar quatro ecobarreiras, mas não da maneira mais adequada. O projeto ideal não ficará pronto para o evento-teste — diz Corrêa.
A proposta previa a contratação, sem licitação, do instituto, ao custo de R$ 20 milhões e prazo de 18 meses. O acordo com a entidade, que desenvolveu o projeto técnico, foi anunciado na semana passada, na presença do secretário do Ambiente e do vice-prefeito de Niterói, Axel Grael.
Um dos temores dos conselheiros do Instituto Rumo Náutico era que a contratação em regime de urgência fosse alvo de críticas do TCE, que poderia até cancelar o contrato, provocando desgaste na imagem da entidade.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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