
09/04/2015
O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para investigar os danos ambientais causados pelo incêndio que atinge tanques de combustível da empresa Ultracargo, em Santos, litoral paulista, desde quinta-feira passada. Os promotores pretendem avaliar se a empresa dona dos reservatórios pode ser responsabilizada pela contaminação do ar na região do acidente, devido à fumaça preta que tem saído há seis dias, e da água, que causou a morte de milhares peixes nos últimos dias.
Na última terça-feira, os bombeiros continuaram no combate ao incêndio, que entrou no sexto dia. As causas do fogo ainda são desconhecidas. O acesso ao Porto de Santos está bloqueado desde segunda-feira. Pelo segundo dia, os caminhões enfrentam um bloqueio na via Anchieta. Cerca de sete mil contêineres deixaram de ser embarcados no Porto de Santos neste período, segundo informações do “Bom Dia Brasil”. A empresa que administra o porto, no entanto, diz que o movimento ainda não foi afetado.
O inquérito civil foi instaurado após uma reunião entre promotores do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) e a prefeitura de Santos. Na portaria que deu origem à investigação, os promotores escrevem que “há sérias razões para se concluir que houve falha no plano de emergência da Ultracargo ou na sua execução, como ainda, atuação da brigada de incêndio”. A empresa terá dez dias para encaminhar ao Gaema documentos sobre o Plano de Emergência Individual (PEI), a manutenção dos tanques, as equipes responsáveis por atender emergências e os produtos armazenados.
O Ministério Público cita reportagens veiculadas na imprensa regional que dizem que a fumaça preta provocada pelo incêndio pode causar problemas à saúde dos moradores do entorno devido à grande quantidade de dióxido de carbono. Durante o feriado prolongado da Páscoa, pelo menos 16 pessoas receberam atendimento por apresentarem problemas respiratórios, segundo a Prefeitura de Santos. Nesta segunda-feira, milhares de peixes apareceram mortos no estuário do porto, devido à contaminação da água por substâncias tóxicas.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo
08/10/2026
Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores
08/10/2026
País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef
08/10/2026
Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais
08/10/2026
A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?
08/10/2026
Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia
08/10/2026
