
16/04/2015
As caixas de madeira com telhados, novo lar de colônias de abelhas nativas brasileiras, chamam a atenção de quem vai ao Parque da Catacumba, na Lagoa. A ideia de instalar o meliponário — um ajuntamento de colmeias — próximo ao centro de informações do parque pode parecer estranha, mas, na verdade, é um convite ao visitante para que conheça espécies que quase foram extintas e são muito pouco conhecidas. Sempre há quem se espante e prefira nem se aproximar, mas não há motivo para receio. O que poucos sabem é que as caixas contêm abelhas sem ferrão.
As estruturas foram instaladas há dois anos e fazem parte de uma iniciativa da Associação de Meliponicultores do Rio de Janeiro (AME-Rio), criada em 2006, em parceria com o Mosaico Carioca, para ajudar na recuperação do Parque da Catacumba. O representante da associação no parque, Sergio Magarão, é quem cuida da instalação, e explica como funciona.
— Para haver polinização, é preciso que um inseto vá numa flor e voe para outra igual, levando o pólen da primeira — conta Magarão, que é médico e começou a estudar os segredos das abelhas sem ferrão há cerca de três anos.
As abelhas dependem das flores para a obtenção de recursos como o pólen, néctar e óleo. Por isso, explica Magarão, elas estão entre os principais insetos polinizadores.
— Aqui, criamos a mandaçaia e a jataí, espécies meliponas, que fazem esse trabalho em vegetação nativa da Mata Atlântica. A trigona é uma abelha muito comum no Rio e não sumiu. Ela também tem um papel maravilhoso fazendo a polinização. Só que visita tudo que é flor, por isso resistiram mais.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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