
22/04/2015
Quando se pensa em lixo eletrônico, a imagem recorrente na cabeça de muitas pessoas é a de computadores e smartphones velhos. No entanto, um estudo da Universidade das Nações Unidas (UNU, em inglês) aponta que, na verdade, mais de 60% dos 41.8 milhões de toneladas de e-lixo produzidas em 2014 é composto de eletrodomésticos, como geladeiras, máquinas de lavar, micro-ondas etc. Apenas 7% dos detritos eram compostos de smartphones e computadores.
De acordo com o relatório, o aumento nos níveis de descarte de aparelhos eletrônicos no ano passado foi puxado pela crescente popularidade dos itens domésticos, e devido ao fato de que muitos novos produtos atualmente têm uma vida útil menor que suas versões anteriores. Em 2013, o total de detritos gerados ficou em 39,8 milhões de toneladas.
Entre os países que mais jogaram eletrônicos fora em 2014, o EUA lidera o ranking, com 7.072 quilotoneladas, seguido da China (6.032 quilotonelada) e do Japão (2.200 quilotoneladas). O Brasil foi o segundo maior produtor de detritos das Américas, com 1,7 milhões de toneladas. Já a Europa está no topo das regiões onde é gerado mais e-lixo por cidadão.
"No mundo, o e-lixo constitui uma valiosa "mina urbana" — um grande reservatório potencial de materiais recicláveis. Ao mesmo tempo, esse material também constitui uma "mina tóxica" que deve ser gerenciada com extrema cautela", afirmou David Malone, reitor da UNU e secretário-geral da ONU.
O levantamento indica ainda que apenas 16% dos itens eletrônicos descartados no ano passado foram devidamente reciclados ou reaproveitados. Dentro dos 41,8 milhões de toneladas de e-lixo, encontra-se 16 toneladas de ferro, 1.900 quilotoneladas de cobre e 300 toneladas de ouro — combinados, esses montantes equivalem a um valor estimado de US$ 52 bilhões).
Fonte: O Globo
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