
22/04/2015
A situação da Lagoa Rodrigo de Freitas, que vai receber as competições de remo e canoagem de velocidade nos Jogos Olímpicos de 2016, tem preocupado atletas que usam o local para praticar. Há 11 dias, quando começou uma mortandade de peixes, eles são obrigados a treinar em meio a milhares de savelhas mortas. A campeã mundial de remo em 2011 e principal remadora do país, Fabiana Beltrame, é uma das atletas que se mostram preocupadas com a Lagoa, onde treina desde 2005, quando se mudou para o Rio.
— Dá tristeza ver essa situação. Sempre fica a dúvida sobre o que pode acontecer quando tivermos jogos importantes, como as Olimpíadas. Tenho visto muita gente reclamando. Ninguém quer fazer uma atividade física sentindo esse mau cheiro — afirma Fabiana.
A atleta teve uma experiência desagradável, causada também pela mortandade de peixes, em março de 2013. Na ocasião, a Comlurb recolheu 65 toneladas de peixes mortos:
— Foi durante uma seletiva nacional. Os peixes acumularam muito e no ponto de largada, principalmente. Nessa ocasião, a prova foi prejudicada. Eu moro em Botafogo e me lembro de ter conseguido sentir o cheiro da minha casa. Foi a situação mais crítica que eu já vi.
Na semana passada, a remadora chegou a postar no Instagram uma imagem com um texto que alertava sobre o risco de uma mortandade de peixes acontecer durante os Jogos Olímpicos, que começam em 5 de agosto do ano que vem. Na mensagem, ela dizia: "Mais uma vez estamos presenciando uma mortandade de peixes. Começou devagar, com alguns morrendo aqui e ali, e está piorando. O mau cheiro já é insuportável e já fica difícil de remar e desviar dos peixes. Dá uma tristeza e sensação de impotência. Difícil não pensar: e se acontecer durante os Jogos?". Segundo a remadora do Club de Regatas Vasco da Gama, a mortandade de peixes, no entanto, não chegou a atrapalhar os treinos. Mas ela reclamou do cheiro.
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