
22/04/2015
O total de peixes mortos retirados da Lagoa Rodrigo de Freitas chegou a 53,1 milhões na manhã desta segunda-feira (20), segundo a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana). Os trabalhos começaram no último dia 8 e a previsão é que terminem nos próximos dias, caso não haja mais mortandade de peixes.
Localizada na zona sul do Rio, a lagoa será o principal palco das competições de remo e canoagem dos Jogos Olímpicos de 2016. A espécie que está morrendo na lagoa é a das savelhas e ainda não há uma explicação para o fato. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a causa da morte pode ter relação com variações ambientais, já que a espécie é extremamente sensível a essas mudanças.
De acordo com a secretaria, está sendo feito um monitoramento da lagoa para análise dos dados. A secretaria afirma que "as condições de oxigenação na lagoa estão dentro da normalidade, mas a situação de desequilíbrio continuará nos próximos dias, devido à presença de matéria orgânica decorrente das chuvas. Parte dos peixes que permanecem na água e algas produtoras estão em decomposição consumindo o oxigênio dissolvido".
Desde que se percebeu a mortandade dos peixes, há 13 dias, moradores, frequentadores e atletas de remo que treinam para as Olimpíadas reclamam do mau cheiro no entorno. O problema é ainda maior para os atletas de remo que treinam na lagoa para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos no ano que vem. O coordenador técnico da equipe de remo do Vasco da Gama, Marcelo dos Santos, contou que os treinos chegaram a ser suspensos.
— Quando o Rio de Janeiro foi escolhido, nós tínhamos o pensamento de que iria acontecer algum verdadeiro legado, mas, nesse momento, estamos muito pessimistas. Estamos prestes a realizar o evento teste para as Olimpíadas e isso foi vergonhoso. Tivemos que evitar ir para água durante alguns dias porque o cheiro da decomposição dos peixes estava muito forte.
Além de ter comprometido os treinos, a situação pode ser ainda pior, segundo a remadora Luana Gonçalves.
— Treinar com esse cheiro é horrível. É preciso ter uma respiração controlada e o remador não consegue. Afeta o treino, fora o enjôo que a gente sente. A lagoa fica pesada e afeta a velocidade do barco. Houve um dia em que não conseguíamos remar, de tanto peixe que tinha. A gente colocava a pá do remo na água e era só peixe que a gente empurrava. Isso pode afetar o resultado de uma competição de alto nível.
A Comlurb informou que os peixes presos nos manguezais ainda estão sendo removidos e garis trabalham utilizando pulverizadores com essência de eucalipto, para minimizar possível mau cheiro.
Fonte: R7
País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef
08/10/2026
Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais
08/10/2026
A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?
08/10/2026
Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia
08/10/2026
El Niño segue ganhando força e chance de ser o mais forte desde 1950 chega a 83%, diz agência climática dos EUA
08/10/2026
‘Wētāpunga’, um dos insetos mais pesados do mundo, se recupera após quase desaparecer da Nova Zelândia
08/10/2026
O wētāpunga, um dos insetos mais pesados do mundo, está se recuperando na Nova Zelândia de...
