UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Alteração genética por dieta vegetariana aumenta riscos de câncer

31/03/2016

Populações com dieta vegetariana de longo prazo podem sofrer mutações genéticas que aumentam a probabilidade de câncer e doenças cardíacas, aponta estudo publicado esta semana na revista científica “Molecular Biology and Evolution”. Os pesquisadores encontraram evidências de uma variação genética, chamada alelo, que evoluiu em regiões que historicamente favoreceram a alimentação baseada em vegetais, como Índia, África e partes do leste da Ásia.
Essa adaptação genética, evoluída ao longo de centenas de gerações, permite a esses povos processar de forma eficiente ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 para convertê-los em compostos essenciais para o desenvolvimento inicial do cérebro. Contudo, se houver um desbalanceamento dessa dieta, essas populações se tornam mais suscetíveis a inflamações e, por associação, maior risco de doenças cardíacas e câncer de cólon.
Uma versão modificada de adaptação genética também foi detectada entre os Inuítes, na Groenlândia, para uma dieta baseada em frutos do mar, mas de forma oposta. Enquanto o “alelo vegetariano” tem uma inserção de 22 bases nos genes, esta inserção foi deletada no “alelo marinho”.
— Nosso estudo é o primeiro a conectar a inserção de um alelo em dietas vegetarianas e a supressão de um alelo em uma dieta marinha — disse Kaixiong Ye, pesquisador da Universidade Cornell, em Ithaca, Nova York, e colíder do estudo.As enzimas FADS1 e FADS2 são essenciais para a conversão dos ácidos graxos em produtos necessários para o desenvolvimento do cérebro, e elas são reguladas pelo “alelo vegetariano”. Populações com dieta baseada em carne e frutos do mar têm menos necessidade dessas enzimas para obter a nutrição necessária. Entre os produtos resultantes está o ácido araquidônico, importante para o organismo, mas que, em excesso exacerba inflamações.
— Aqueles com ancestrais vegetarianos são mais propensos a carregar genes que metabolizam mais rapidamente ácidos graxos presentes em plantas — explicou Tom Brenna, professor de Cornell e coautor do estudo. — Em tais indivíduos, óleos vegetais serão convertidos em mais ácidos araquidônicos, aumentando o risco de inflamações crônicas ligadas ao desenvolvimento de doenças cardíacas e exacerbação do câncer.

Saiba mais em O Globo

Novidades

Caribe em Ipanema: descoberta de bancos de algas calcárias cor-de-rosa surpreende pesquisadores; veja

29/09/2026

Ipanema guarda uma prova de que o fundo dos oceanos é menos conhecido do que a superfície da Lua. Pe...

Eleições 2026: o clima entrou nos planos, mas não nas campanhas

29/09/2026

No dia 4 de outubro, mais de 158 milhões de brasileiras e brasileiros estarão aptos a escolher presi...

Caçadores de tempestades registram ´supercélula´ em Alegrete durante período de temporais no RS; VÍDEO

29/09/2026

Um grupo de caçadores de tempestades registrou uma supercélula na região de Alegrete, na Fronteira O...

Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas

29/09/2026

A primavera de 2026 chegou ao Hemisfério Sul na última terça-feira (22), às 21h05, com previsão de a...

VÍDEO: terremoto desperta vulcão ´adormecido´ há mais de 500 anos, mostra satélite da Nasa

29/09/2026

Um vídeo montado com imagens de satélite mostra, quadro a quadro, a lava tomando conta da cratera de...

Semana do Clima: é hora de encarar a necessidade de mudanças

29/09/2026

Os primeiros dias da Semana do Clima em Nova York deixaram uma impressão muito clara: já não basta c...