
19/04/2016
Os dinossauros já estavam em um declínio evolucionário dezenas de milhões de anos antes do impacto do asteroide que finalmente os matou, diz uma nova pesquisa das universidades de Reading e Bristol, no Reino Unido, publicada nesta segunda-feira no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences".
O trabalho muda o entendimento da evolução dos dinossauros. Paleontólogos acreditavam que eles estavam florescendo antes de serem mortos pelo impacto de um gigantesco asteroide há 66 milhões de anos.
O estudo utilizou uma análise estatística do registro fóssil, e mostra que espécies estavam sendo extintas mais rápido do que novos animais surgiam a partir de 50 milhões de anos antes do meteorito.
A análise mostra que embora o declínio em número de especies fosse distribuído em todos os tipos de dinossauros, os padrões eram diferentes. Os grandes saurópodes, herbívoros de pescoço longo, tiveram o declínio mais acelerado, enquanto os carnívoros terópodes, grupo que inclui os Tiranossauros, estavam num declínio mais graduado.
- Não estávamos esperando esse resultado. Embora o impacto ainda seja o primeiro candidato para o desaparecimento final dos dinossauros, está claro que o topo de sua história já tinha passado, num sentido evolucionário - diz o doutor Manabu Sakamoto, paleontólogo que liderou o estudo.
Segundo o professor Mike Benton, um dos coautores da pesquisa, a perda da capacidade de dar origem a novas espécies contribuiu para o declínio final após o impacto.
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