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Médicos alertam para índices crescentes de HIV e HPV entre jovens

19/04/2016

Não são poucos os indícios de que, outrora causadoras de pânico, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), hoje, parecem já não assustar. Grande sinal disso é que o uso de preservativos, principal forma de evitar essas infecções, torna-se cada vez menos popular: mais da metade da população sexualmente ativa admite não usar camisinha, mesmo que 95% reconheçam sua eficácia. Como consequência, a transmissão de hepatite B na população brasileira cresceu 74% desde 2004, e a transmissão de HIV na faixa de 15 a 19 anos aumentou 53% na última década. Enquanto isso, o estoque da vacina contra o papilomavírus humano (HPV) — um dos principais causadores de câncer de colo do útero —, oferecida pela rede pública a meninas de 9 a 13 anos, está sobrando nos postos. A imunização só atingiu 44,23% dessas meninas este ano, índice bem longe da meta de 80%. E há, ainda, a assustadora epidemia de sífilis, que assola principalmente o Rio, estado com o maior número de casos da doença em gestantes e recém-nascidos.
— Perdemos o medo das DSTs. A Aids, por exemplo, passou de uma doença que levava à morte muito rapidamente para uma doença crônica, tratável. Os jovens de hoje não chegaram a ver seus ídolos morrendo por causa dela — disse Alberto Chebabo, infectologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ.
Chebabo foi um dos palestrantes da última edição do Encontros O GLOBO Saúde e Bem-Estar, na última quarta-feira, dia 13, que discutiu as DSTs e contou também com a presença da ginecologista Cláudia Jacyntho, doutora pela Unicamp, e do cardiologista Cláudio Domenico, coordenador do evento, mediado pelo jornalista do GLOBO, William Helal Filho.
Se, por um lado, a perda do medo dessas doenças é positiva porque tira o estigma associado a quem tem uma DST, por outro é usada como justificativa para deixar a camisinha de lado.
— O mais complexo na medicina é convencer o ser humano a mudar de comportamento — avalia Domênico. — Para muitos males, como sífilis, HIV e gonorreia, não há sequer vacinas. Então, a melhor saída é usar preservativo. Prevenir é sempre melhor do que remediar.

Leia a matéria completa em O Globo

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