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Após assinatura de pacto climático, países ainda devem ratificar acordo

26/04/2016

O clima de festa em Nova York para a cerimônia de assinatura do acordo contra as mudanças climáticas na Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta-feira, foi apenas uma breve trégua nos embates sobre o tema. Líderes mundiais lembraram que o acordo foi obtido “na última hora”, nas reuniões de Paris no fim do ano passado, e que o mais difícil vem agora: implementar a meta de redução de emissão de gases-estufa. A própria ratificação do acordo requer esforços sem os quais tornam o documento apenas papel sem efeito.
Apoio parece não faltar: 175 países estavam presentes na cerimônia e assinaram o acordo. Foi o recorde de adesão a um tratado da ONU em um único dia, superando os 119 países que assinaram uma convenção sobre o mar em 1982. Os países que não aderiam, dentro dos 193 que fazem parte das Nações Unidas, podem assinar o documento até 17 de abril de 2017. Mas agora começam duas grandes batalhas: a ratificação dos documentos nos países — o acordo só começa a valer quando a ratificação chegar a um número de países que, juntos, respondam por 55% das emissões globais de gases do efeito estufa — e a obtenção dos recursos para fazer a transição para uma economia de baixo carbono.
A cerimônia para a assinatura do Acordo de Paris começou com a apresentação musical, um trecho de “Quatro Estações”, de Vivaldi, e de um jovem alertando para os riscos das mudanças climáticas. Depois, em seu dicurso, Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, comemorou o recorde de países assinando um acordo em um mesmo dia. Ele disse que, quando assumiu o cargo, priorizou a questão do meio ambiente, e que está feliz pelo acordo obtido em dezembro em Paris. Ele pediu para que os países convertam o documento francês em ações.
— Acabou a época de consumo sem consequências. Tempos que reforçar nossos esforços para “descarbonizar” nossas economias. — disse o secretário. — As medidas para o clima nos oferecem muitos benefícios, podem nos ajudar a reduzir a pobreza e gerar empregos verdes.
Organizador da reunião que levou à elaboração do Acordo de Paris, o presidente francês François Hollande lembrou que, até o último minuto da conferência do Clima, havia dúvidas sobre a obtenção de um documento, mas que os países conseguiram superar suas dificuldades e chegaram a um consenso importante. Ele afirmou que a Humanidade pode estar orgulhosa do progresso alcançado e citou que o contexto da convenção era “dramático”, dias após os fortes atentados terroristas na capital francesa. Por isso, a aliança contra o aquecimento global foi encarada como um “marco simbólico” para o resto do mundo.
— Os meses anteriores à Conferência do Clima foram os mais quentes da História. Vimos catástrofes em diversos países — disse Hollande, citando alguns problemas ambientais ocorridos no mundo nos últimos tempos.
A presidente Dilma Rousseff foi uma dos dez líderes globais que discursaram no evento. Em sua fala de oito minutos, dedicou sete sobre o tema.
— Tenho orgulho do trabalho desenvolvido por meu país e meu governo para que, coletivamente, chegássemos a esse acordo. Tenho orgulho da nossa contribuição e da contribuição de todos países e da sociedade mundial — afirmou.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

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