
28/04/2016
Cinco dias após a inauguração da galeria de cintura da Marina da Glória, obra que visa a evitar o lançamento de esgoto in natura na região, já há dejetos sendo jogados na Baía. Embora a Cedae negue o despejo irregular, é possível observar, na maré baixa, o esgoto saindo por uma das galerias contempladas no projeto. Na quarta-feira, o biólogo Mário Moscatelli sobrevoou o local — que receberá as provas de vela durante as Olimpíadas — e também constatou a sujeira saindo de uma tubulação próximo ao Monumento aos Pracinhas.
Segundo o biólogo, em meio às águas escuras que saíam da galeria, havia absorventes higiênicos, plásticos e fezes. O mau cheiro chega a incomodar quem passa por ali. Do alto, a mancha escura junto à tubulação chama atenção. Para Moscatelli, a galeria de cintura — cujas obras custaram R$ 14 milhões — pode ter uma conexão ainda não resolvida.
— O que eu vi é o mesmo cenário que venho acompanhando nos últimos 15 anos. Me espanta a quantidade de fezes. É esgoto sem parar. Se é uma galeria de águas pluviais e não chove há uns 10 dias, esse esgoto está vindo de alguma conexão que ainda não foi resolvida — alertou o biólogo.
Anteontem, por volta das 7h30m, durante a maré baixa, uma equipe do GLOBO constatara a mesma situação no local: esgoto, mau cheiro e coloração alterada podiam ser percebidos por qualquer pessoa.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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