UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Um quinto das plantas do mundo está em risco de extinção

10/05/2016

O primeiro censo mundial de plantas revela que um quinto de todas as espécies de vegetais no planeta está em risco de extinção. O trabalho, divulgado nesta terça-feira pelo centro botânico Kew Gardens, de Londres, identificou que há 391 mil espécies de plantas no mundo.
"Já havia registros do estado mundial dos padres, das tartarugas marinhas e até dos pais de família, mas não havia um sobre as plantas, mesmo com toda a importância delas. Agora temos", disse à agência de notícias AFP a professora Kathy Willis, diretora científica dos jardins reais de Kew.
As quase 400 mil espécies identificadas são de plantas vasculares - que têm raiz, corpo e folhas, com um sistema vascular que permite a circulação de água e nutrientes. Esse número deve crescer nas próximas edições: a cada ano, em média, são descobertas 2 mil novas espécies, principalmente no Brasil, na Austrália e na China.
"Dada a importância das plantas para o bem estar humano, para a alimentação, o combustível e a regulação do clima, é importante que saibamos o que ocorre com elas", afirma Willis, que ressalta que o censo será refeito todos os anos.
Os estudos anteriores tiveram conclusões muito diferentes sobre o número de plantas ameaçadas de extinção, com números que iam de 10% até 62%. Para os botânicos de Kew, são 21%.
"É mais fácil sensibilizar a opinião pública sobre a extinção dos elefantes do que sobre a ameaça às plantas. As pessoas se importam mais com os elefantes africanos, os tigres de Bengala e as florestas tropicais, que são apenas uma pequena parte do mundo vegetal", diz Willis.
Segundo o estudo, a principal ameaça às plantas vem da agricultura. A construção, pragas e pesticidas são outros fatores nocivos. Em contrapartida, as mudanças climáticas tem, até agora, um papel pequeno nas extinções.
"Entretanto, não podemos esquecer que às vezes demora trinta anos para que uma geração de plantas produza flores e pólen. Assim, não poderemos medir realmente o impacto das mudanças climáticas até 2030", explica a diretora, ressaltando que "não é para se parabenizar muito, melhor vigiar".

Fonte: O Globo

Novidades

Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas

29/09/2026

A primavera de 2026 chegou ao Hemisfério Sul na última terça-feira (22), às 21h05, com previsão de a...

VÍDEO: terremoto desperta vulcão ´adormecido´ há mais de 500 anos, mostra satélite da Nasa

29/09/2026

Um vídeo montado com imagens de satélite mostra, quadro a quadro, a lava tomando conta da cratera de...

Semana do Clima: é hora de encarar a necessidade de mudanças

29/09/2026

Os primeiros dias da Semana do Clima em Nova York deixaram uma impressão muito clara: já não basta c...

Elevação do nível do mar destrói casas e apaga praias na Califórnia; o pior está por vir?

29/09/2026

Em Malibu, o Oceano Pacífico abriu um buraco perto da casa do astro de cinema Nicolas Cage e causou ...

El Niño esvazia ninhos e ameaça colônia de pinguins no Peru

29/09/2026

Os pinguins-de-humboldt são mais resistentes do que outras espécies. Batizados em referência à corre...

ONU aprova resolução que pede ações mais contundentes contra elevação do nível do mar

29/09/2026

Em 2024, o nível médio do mar em escala global aumentou quase seis milímetros, o maior incremento an...