UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Mata Atlântica perdeu 1,9 milhão de ´campos de futebol´ em 30 anos

31/05/2016

Quando Cabral desembarcou no Brasil, em 1500, a Mata Atlântica cobria cerca de 1,3 milhão de quilômetros quadrados (km²) do território nacional, indo do litoral entre o que hoje são os estados do Rio Grande do Sul e Piauí, e avançando continente adentro até partes do Mato Grosso do Sul e Goiás. Passados mais de cinco séculos, porém, atualmente restam apenas cerca de 163 mil km², ou pouco mais de 12%, da floresta original, o que faz dela o grande bioma mais devastado da História do país.
Mas engana-se quem acha que tal destruição ficou num obscuro passado em que não existiam preocupações ambientais. Fazendo valer a máxima de que só se preserva aquilo que se conhece, em 1990 a Fundação SOS Mata Atlântica, com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), produziu o primeiro levantamento das áreas remanescentes do bioma no Brasil e, a partir do ano seguinte, em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), passou a monitorar sua taxa de desmatamento, com números retroativos a 1985.
E os resultados foram entristecedores. Então, eram destruídos anualmente mais de 100 mil ha de Mata Atlântica. E embora esse ritmo tenha diminuído bastante nos últimos anos, principalmente a partir de 2000, o bioma ainda sofre com a ação humana, como mostra a última edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado nesta quarta-feira pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Inpe. De acordo com o levantamento, entre 2014 e 2015 foram desmatados mais 18.433 hectares (ha), ou 184 km², deste tipo de floresta no país, numa leve alta frente às perdas do período anterior (2013-2014), que chegaram a 18.267 ha.
— A História do Brasil é a história da devastação da Mata Atlântica, com a destruição da floresta para diferentes usos – destaca Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica e uma das coordenadoras do trabalho. — Quando fizemos o primeiro levantamento, em 1990, identificamos que pouco restava do que havia originalmente de Mata Atlântica. Aí, começamos a fazer o monitoramento destas áreas e vimos que elas ainda eram muito desmatadas. E isso foi algo espantoso, já que imaginávamos que o bioma tinha sido destruído nas décadas do passado e constatamos que na verdade isso é um processo contemporâneo.

Saiba mais em O Globo

Novidades

Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas

29/09/2026

A primavera de 2026 chegou ao Hemisfério Sul na última terça-feira (22), às 21h05, com previsão de a...

VÍDEO: terremoto desperta vulcão ´adormecido´ há mais de 500 anos, mostra satélite da Nasa

29/09/2026

Um vídeo montado com imagens de satélite mostra, quadro a quadro, a lava tomando conta da cratera de...

Semana do Clima: é hora de encarar a necessidade de mudanças

29/09/2026

Os primeiros dias da Semana do Clima em Nova York deixaram uma impressão muito clara: já não basta c...

Elevação do nível do mar destrói casas e apaga praias na Califórnia; o pior está por vir?

29/09/2026

Em Malibu, o Oceano Pacífico abriu um buraco perto da casa do astro de cinema Nicolas Cage e causou ...

El Niño esvazia ninhos e ameaça colônia de pinguins no Peru

29/09/2026

Os pinguins-de-humboldt são mais resistentes do que outras espécies. Batizados em referência à corre...

ONU aprova resolução que pede ações mais contundentes contra elevação do nível do mar

29/09/2026

Em 2024, o nível médio do mar em escala global aumentou quase seis milímetros, o maior incremento an...