
23/06/2016
O cabo reformado da PM Jovelino Ramos de Oliveira, de 81 anos, nasceu na Ilha Grande e trabalhou por 30 anos no antigo Instituto Penal Cândido Mendes, até quase a implosão do presídio, em 1994. Bem de perto, ele tem visto o paraíso ecológico onde vive — com áreas remanescentes de Mata Atlântica, sete enseadas e 113 praias — superlotar de turistas e acumular problemas no dia a dia. Moradores se queixam de quedas constantes de energia, construções irregulares, despejo de esgoto em rios, lixo nas ruas, atividades comerciais desordenadas, segurança deficiente e até de um fenômeno recente: o aparecimento de bocas de fumo.
Diante desse cenário de dificuldades e passando por uma crise financeira, o governo resolveu levar adiante o projeto de implantar na Ilha Grande a primeira parceria público-privada (PPP) em área de conservação do estado. As linhas mestras dessa PPP acabaram de ser formuladas e levaram em consideração estudos de consultorias jurídica, econômica, de comunicação e ambiental, que custaram cerca de R$ 2 milhões.
O futuro gestor privado dos 193 quilômetros quadrados e das quatro unidades de conservação da Ilha Grande vai, por exemplo, cobrar ingressos dos visitantes — entre R$ 40 e R$ 80 por uma semana e cerca de R$ 15 por um dia. Ficarão isentos moradores e seus familiares de primeiro grau, crianças, idosos, beneficiários do Bolsa Família, pesquisadores e trabalhadores do local.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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