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Cientistas mapeiam micróbios de SP, Rio e em mais de 50 cidades

28/06/2016

Uma pesquisa feita por cientistas de todo o mundo promete mapear o microbioma - quantidade e variedade de microorganismos como bactérias, vírus, fungos - de mais de 50 cidades. São Paulo, Rio de Janeiro e Ribeirão Preto participam do estudo norte-americano.
Os cientistas passam por locais de alto fluxo como praças, parques e estações de metrô com um cotonete especial chamado “swab”. Eles pincelam corrimões, catracas, balcões. As amostras são levadas para análise, onde é feito o sequenciamento genético para identificar todos os microorganismos e até seres superiores - como insetos - que estiveram no local.
A pesquisa MetaSub, como foi batizada, começou em 2013 e foi idealizada por Christopher Mason, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Em entrevista ao G1, ele disse que serão coletadas amostras no Brasil antes, durante e após a Olimpíada. O mesmo será repetido em Tóquio, próxima sede dos Jogos.
As amostras ainda estão em coleta ao longo desta semana em todos os países. Cidades como Seul, Paris e Barcelona também participam.(clique para ver o mapa com todos os locais)
Até as 21h desta quarta-feira (22), estudantes e pesquisadores do mundo todo já haviam juntado 4 mil amostras pelo planeta. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, segundo o site do projeto, foram 190 amostras coletadas.
Ainda segundo Mason, o projeto deve extrair todas as amostras e processá-las. Os resultados sairão no início de 2017.
O professor Milton Moraes, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), coordena as operações no Rio. Segundo ele, o projeto tem variadas aplicações e resultará em milhões de resultados a serem analisados.
Quando começou em Nova York foi possível rastrear a existência de bactérias presentes no oceano dentro do metrô. Um ano antes, o furacão Sandy havia destruído boa parte do país.
“Vamos rastrear a ‘impressão digital’ do lugar. Tem algumas estações [de metrô] que são muito limpas. Outras nunca são limpas. Outro fator é que lugares muito úmidos podem ser degradados com mais facilidade, porque outras bactérias consomem aquele material orgânico que estava ali. Agora, se for uma região mais seca, com temperaturas baixas, podem ser encontradas bactérias de muitos anos”, disse o Moraes.

Saiba mais no site do Bem Estar

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