
05/07/2016
Na Floresta da Tijuca, a onça há mais de século desapareceu. Lobo nunca existiu. Mas um predador cada vez mais numeroso extermina a já ameaçada fauna dali. Da paca ao tatu, cutia sim, nenhum animal silvestre escapa dos cães que vagam pela floresta e caçam em matilhas. O problema é tão grave que há um estudo em curso no Parque Nacional da Tijuca (PNT). E não é apenas lá. Biólogos alertam que o cão doméstico se tornou o principal predador da vida silvestre no Brasil.
Os cães, nem todos sem dono, invadem unidades de conservação e matam animais muito maiores do que eles, como antas e veados, adverte a bióloga Isadora Lessa. A tese de doutorado de Isadora na Universidade de Brasília (UnB) investiga o impacto dos cães no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Goiás), no Cerrado.
— Na semana passada, por exemplo, dois cachorros mataram uma anta. O cão é um predador extremamente eficiente e, de longe, o mais abundante no Brasil. As pessoas temem as onças. Deveriam temer os cães. No Parque Nacional de Brasília há matilhas com até 20 animais, vários deles voltaram a um estado selvagem — adverte ela, uma das autoras de um estudo recém-publicado sobre os danos causados por cães domésticos em áreas protegidas em todo o país.
Autor de um dos primeiros estudos sobre cães domésticos em florestas, Mauro Galetti, professor do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, é categórico sobre os riscos.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
Rio Ocean Week amplia debate sobre poluição marinha
24/09/2026
Reserva em Minas Gerais reabilita animais silvestres
24/09/2026
Recuperação da baleia-jubarte evidencia importância da ciência para conservação
24/09/2026
Mercado condominial brasileiro tem seu 1º relatório de sustentabilidade
24/09/2026
Entre os lugares mais áridos da Terra, Deserto do Atacama floresce após chuvas intensas provocadas pelo El Niño
24/09/2026
China amplia vantagem com energia limpa
24/09/2026
