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Estudo apoiado pelo CNPq é destaque na "Nature"

05/07/2016

Esforços internacionais visando à conservação de espécies das florestas tropicais não irão ter sucesso se não for levado em consideração o controle da exploração madeireira ilegal, de incêndios florestais e da fragmentação de áreas florestais remanescentes. Esta é a conclusão de um estudo inovador, que acaba de ser publicado na Nature, uma das mais importantes revistas científicas internacionais.
O estudo "Anthropogenic disturbance can be as important as deforestation in driving tropical biodiversity" (Perturbação antropogênica pode ser tão importante quanto o desmatamento na condução de perda de biodiversidade tropical),enfoca na perda da biodiversidade em florestas tropicais, especialmente na Amazônia Brasileira. De acordo com a pesquisa, "apenas o combate ao desmatamento não é suficiente para conservar a biodiversidade da Amazônia".
O estudo publicado é fruto da Rede Amazônia Sustentável (RAS), um consórcio de instituições brasileiras e estrangeiras, coordenado pela Embrapa Amazônia Oriental, Museu Paraense Emílio Goeldi, Universidade de Lancaster (Reino Unido) e Instituto Ambiental de Estocolmo (Suécia). A RAS é também parte do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia, financiado pelo CNPq.
Além disso, o Prof. Jos Barlow, que assina o artigo como primeiro autor, foi Pesquisador Visitante pelo CNPq na Universidade Federal de Lavras (UFLA) e o projeto foi contemplado pelo Edital Universal da Agência de 2012.
A pesquisa mediu o impacto geral das perturbações florestais mais comuns - o que inclui a exploração madeireira, os incêndios e a fragmentação de florestas remanescentes - em 1.538 espécies de árvores, 460 de aves e 156 de besouros encontrados na Amazônia paraense. Pela primeira vez, 18 instituições internacionais, dentre as quais 11 brasileiras foram capazes de comparar a perda de espécies causada por perturbações humanas com aquelas resultantes da perda de hábitat pelo desmatamento.
Para os cientistas, os esforços visando à conservação de espécies das florestas tropicais não irão ter sucesso se não for levado em consideração o controle da exploração madeireira ilegal, de incêndios florestais e da fragmentação de áreas florestais remanescentes.
De acordo com umas das principais pesquisadoras do projeto, Dra. Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental o estudo conseguiu oferecer "evidências convincentes de que as iniciativas de conservação amazônica precisam considerar as perturbações florestais e o desmatamento".
Quando analisado em conjunto, o efeito das atividades humanas resultantes em perturbações florestais no Pará é equivalente a uma perda adicional de mais de 139.000 km² de floresta intacta e correspondente a todo o desmatamento no estado desde 1988, ano que inaugurou o monitoramento oficial do INPE.

Leia mais no site do CNPq

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